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Cientistas descobrem planeta com chuva de vidro e cheiro de ovo podre; entenda

Exoplaneta seria do tamanho de Júpiter e tem temperaturas extremas de cerca de 1.000 °C

10/07/2024 às 13h35 Atualizada em 22/07/2024 às 16h36
Por: Redação Umirim Notícias Fonte: Diário do Nordeste
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Corpo celeste possui ventos de mais de 8.000 quilômetros por hora
Corpo celeste possui ventos de mais de 8.000 quilômetros por hora

Cientistas da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que a atmosfera de um planeta do tamanho de Júpiter, conhecido como HD 189733 b, pode ter cheiro semelhante a ovo podre ou a "pum". O estudo, publicado na revista Nature, indica que o odor é produzido pela presença de sulfeto de hidrogênio no corpo celeste, feito de gases.

A molécula é responsável pelo cheiro característico dos gases liberados pela flatulência em humanos. Esta é a primeira vez que ela é encontrada em um exoplaneta. As informações da BBC.   

Nas observações, feitas com o Telescópio Espacial James Webb, os pesquisadores descobriram que o HD 189733 b possui temperaturas extremas de cerca de 1.000 °C, chuva feita de vidro — provocada pela proximidade com o seu sol e por ser basicamente formado por gases — e ventos de mais de 8 mil quilômetros por hora. 

Portanto, se o seu nariz pudesse operar a 1.000°C a atmosfera cheiraria a ovos podres."
Guangwei Fu
Astrofísico da Universidade John Hopkins

Apesar da presença de sulfeto de hidrogênio poder indicar a possibilidade de corpos celestes distantes abrigarem organismos vivos, os cientistas não procuram vida no planeta, por ele ser um gigante gasoso, como Júpiter, e muito quente. No entanto, a molécula pode ajudar a entender como planetas se formam.

“Não estamos procurando vida nesse planeta porque ele é muito quente. Mas encontrar sulfeto de hidrogênio é um trampolim para encontrar essa molécula em outros planetas e entender melhor como os diferentes tipos de planetas se formam”, afirma Guangwei Fu.

O HD 189733b está a 64 anos-luz da Terra e é o “Júpiter quente” mais próximo que pesquisadores podem observar passando diante de sua estrela. Isto o tornou, desde que foi descoberto, em 2005, uma referência para análises detalhadas de atmosferas exoplanetárias, explicou o cientista.

Segundo o estudo, o corpo celeste está cerca de 13 vezes mais próximo de sua estrela do que Mercúrio está do Sol, e demora cerca de dois dias terrestres para completar uma órbita. Além de sulfeto de hidrogênio, os pesquisadores mediram o enxofre total na atmosfera do HD 189733 b e detectaram as principais fontes de oxigênio e carbono nele: água, dióxido de carbono e monóxido de carbono.

 

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