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Ceará ECONOMIA

Litro da gasolina deve chegar a R$ 9 nos postos do Ceará após reajuste da Petrobras

Gasolina chegará às refinarias quase 19% mais cara a partir desta sexta-feira (11). Alta será repassada ao consumidor

10/03/2022 às 12h51 Atualizada em 14/03/2022 às 09h43
Por: Redação Umirim Notícias Fonte: Diário do Nordeste
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Os consumidores sentirão o aumento no bolso, no máximo, em uma semana. Foto Shutterstock
Os consumidores sentirão o aumento no bolso, no máximo, em uma semana. Foto Shutterstock

Após o reajuste anunciado nesta quinta-feira (10) pela Petrobras, o preço do litro da gasolina deve chegar à máxima de R$ 9 nos postos do Ceará. Os consumidores sentirão o aumento em até uma semana, conforme previsão de Bruno Iughetti, consultor na área de Petróleo e Gás. 

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no último dia 5 de março, o custo médio da gasolina era de R$ 6,54, nos postos cearenses. Já o valor máximo observado foi de R$ 7,23.

Iughetti pondera, entretanto, que a população já se depara com a gasolina de até R$ 8 nas bombas.

“O reajuste será aplicado só amanhã nas refinarias, mas o consumidor sentirá no prazo de até uma semana em razão dos estoques. Contudo, nada impede que o mercado reaja quase imediatamente a partir desta sexta-feira”, avalia. 

Conforme a estatal, a gasolina terá alta será de quase 19%. Veja como ficará o preço médio de venda da Petrobras nas refinarias, a partir de amanhã:

Gasolina: de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, aumento 18,77%;

Diesel: de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, alta de 24,9%;

GLP: de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, aumento 16,06%.

Impactos da guerra

Além do reajuste, os custos logísticos, de distribuição e impostos incidirão sobre o preço final do produto. Iughetti lembra que a alta já era esperada devido aos impactos negativos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O conflito no leste europeu fez com que o preço do barril do petróleo do tipo Brent — referência global —  disparasse. Isso tem efeito direto sobre o valor do combustível, além da inflação brasileira.

“Esse impacto de quase 19% se deve ao fato de que a Petrobras deixou de fazer as elevações em pequenas doses. Por isso, não conseguiu mais segurar e repassou um reajuste exagerado”, avalia.

O especialista prevê novos aumentos no médio prazo, a depender dos próximos acontecimentos desta crise geopolítica.

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