Quarta, 12 de Agosto de 2020
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Ceará SAÚDE

Ceará teve a 2ª menor taxa de transmissão do País em junho

Apesar do bom desempenho, ritmo de contágio voltou a aumentar desde o começo de julho

07/07/2020 12h14 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Umirim Notícias Fonte: O Povo
MOVIMENTO no espigão da avenida João Cordeiro, em Fortaleza, no último domingo, 5
MOVIMENTO no espigão da avenida João Cordeiro, em Fortaleza, no último domingo, 5

A taxa de transmissão do novo coronavírus caiu em 20 estados e no DF durante o mês de junho, sendo que o Ceará teve o 2ª melhor desempenho na redução do índice, apresentando uma queda de 1,41 para 0,89. Isso significa que cada grupo de dez pessoas com a Covid-19 foi capaz de infectar, aproximadamente, de 14 para nove pessoas. O Maranhão foi o estado brasileiro com maior redução em junho, indo de 1,42 para 0,80. Os dados foram publicados por pesquisadores da PUC-Rio e Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsáveis pela plataforma Covid-19 Analytics.

O cálculo da taxa de transmissão é feito para medir a velocidade de transmissão do vírus, projetar cenários e definir medidas para frear a disseminação da doença. Se a taxa for maior que 1,0 significa que a epidemia está em expansão e se for menor, que está em retração.

A redução observada no Ceará em junho se deve principalmente à diminuição dos números da epidemia em Fortaleza, mas o modelo aponta que o índice está aumentando a cada dia, desde o dia 1º de julho - só do dia 3 para 4 de julho, ele aumentou de 0,97 para 1,01, depois de registrar abaixo de 1,0 durante 17 dias. Atualmente, a taxa do Ceará se encontra com taxa de transmissão em 1,0 segundo a plataforma.

"Esse aumento não é significativo, pois é uma taxa estimada e não um número absoluto. Vivemos um momento muito claro de redução da pandemia na Capital e aumento no Interior, e esse aumento era esperado por causa da flexibilização, assim como também é esperado que haja aumento de casos em Fortaleza. Por isso que o governador fala, a cada decreto, que a fase de reabertura pode ser reavaliada a qualquer momento, porque os índices são variáveis", ressalta Luciano Pamplona, biólogo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). "O grande desafio, desde o início, não foi evitar a ocorrência de casos e sim, que houvessem mais ocorrências do que a capacidade de atendimento do sistema de saúde público e privado. Por enquanto, a capacidade hospitalar está boa mas é preciso ficar monitorando esses indicadores", acrescenta.

O número de casos confirmados no Ceará chegou a 123.394, com 6.504 mortes. A taxa de ocupação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está em 73,9% e a de enfermaria é de 40,78%. A taxa de letalidade (percentual de pacientes com a doença que evoluem para óbito em decorrência dela) chegou a 5,3%. 97.470 pessoas se recuperaram da Covid-19.

Fortaleza concentra o maior número de diagnósticos positivos, com 37.071 ocorrências, seguida por Sobral (7.468), Maracanaú (4.114) e Caucaia (3.978). As informações são da plataforma IntegraSUS, atualizados às 19h59 de ontem pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

O Brasil chegou a 65.487 mortes, sendo 620 registradas do domingo, 5, para segunda-feira, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada ontem. O número total de pessoas infectadas chegou a 1.623.284.Do total de infectados até o momento, 927.292 já se recuperaram e 630.505 mil pacientes ainda estão em acompanhamento.

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